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A Matec e a MVC investem no segmento de habitações
DCI
Milena Serro
A sinalização de que o governo realizará investimentos em habitações populares começa a afetar a definição das estratégias de construtoras. Confiantes de que os investimentos irão realmente acontecer, a Matec e a MVC investem no segmento e esperam incremento em seu faturamento, em torno de 15% a 20%.
Segundo Gilmar Lima, diretor-geral da MVC, no ano passado a companhia lançou o sistema Casa Prática, uma casa de estrutura metálica amarrada e vedada com painéis de fibra de vidro reforçada com resina termoplástica. A casa pode ser montada em três dias, tanto por profissionais treinados como por um mutirão.
Após diversos testes, este ano a Caixa Econômica Federal aprovou e homologou o sistema. Desde então a empresa conta com o apoio do banco para comercializar a casa, por meio de financiamento. Segundo Lima, este processo é muito burocrático e leva muito tempo, e, por isso, durante a Fehab a empresa passará a comercializar a casa através de consórcios.
Segundo Lima, hoje a demanda pelo sistema está aquecida, principalmente por investidores próprios, que compram casas para vender ou para alugá-las. Com a nova forma de comercialização, a empresa espera atingir ainda mais o seu enfoque inicial: a venda para pessoas com baixo poder aquisitivo.
Com a venda deste sistema, a empresa espera incrementar o faturamento em torno de 20%. Segundo Lima, hoje as vendas da casa representam de 10% a 15% de seu faturamento total e a estimativa é que no próximo ano esse número chegue a 50%.
Outro público consumidor do sistema é o mercado externo. Hoje a Casa Prática já é vendida para África, Índia e Estados Unidos. Lima explica que a aceitação nesses países é melhor, porque lá fora o conceito de casas pré-fabricadas é mais trabalhado do que no mercado interno. As exportações do sistema representam hoje entre 5% e 10% do faturamento da empresa.
Já a construtora Matec aposta na reestruturação de edifícios no centro de São Paulo para aumentar o faturamento. Segundo Marcos Antônio Martins Santos, diretor da empresa, o programa da prefeitura para revitalização do centro, o Ação Centro, já realizou uma parceria com a empresa, quando foi realizado a reestruturação do Hotel Jaraguá , obra concluída recentemente. Segundo Santos, neste momento existe movimentação dos empresários do setor para que se amplie o trabalho de retrofit, ou seja, a restauração de edifícios com atualização tecnológica, junto ao Ação Centro.
Segundo Santos, a empresa aposta ainda nos segmentos de habitação popular e construção industrial. A Matec já está sentindo a retomada do crescimento econômico e já tem alguns pedidos em carteira. Santos afirma que a companhia começa a ser abordada pelas indústrias, que estão crescendo e precisam modernizar o parque industrial.
Este ano, a empresa está investindo cerca de 10% a 15% mais do que no ano passado e espera incremento em seu faturamento na mesma proporção. Santos acredita que durante a feira poderá realizar importantes contatos na área de habitações.
Segundo Vagner Barbosa, coordenador da Feira Internacional da Construção (Fehab), os expositores apresentarão casas com menor custo no País. Os preços variam entre R$ 280 e R$ 450, incluindo a mão-de-obra.
A Fehab acontece entre terça-feira e sábado da próxima semana no Expo Center Norte . Segundo Barbosa, a feira deve receber 60 mil visitantes e gerar negócios em torno de R$ 500 milhões.
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